27.06.08
DOIS FRANCESES
Ano passado eu escrevia aqui mesmo sobre o impacto do que é ver o Justice ao vivo, me referindo à apresentação da dupla no Sónar 2007. Saí do show quase surdo, mas muito feliz.
Pois agora, quatro dias depois da edição 2008 do mesmo festival e de uma apresentação consagradora no Coachella (em abril deste ano), volto a escrever que dificilmente exista hoje no mundo pop um show tão poderoso, barulhento e empolgante quanto o do Justice.
Duvida? O YouTube já está inundado de trechos da apresentação dos franceses. Dá um confere aqui. Sorte a nossa que eles já estão confirmados para o Skol Beats deste ano, em setembro.
*
E UM CHILENO
E pelo papo que anda rolando nos fóruns e na web em geral, o set de Ricardo Villalobos encerrando o Sónar 08 no último domingo de manhã foi histórico. Tudo bem que o chileno é endeusado na Europa, mas as reações a este set estão realmente mais exageradas do que de costume. Dá para ter uma pálida idéia do que foi vendo este vídeo. Mas é aquilo, compressão e áudio no YouTube são sempre um problema.
DOIS FRANCESES
Ano passado eu escrevia aqui mesmo sobre o impacto do que é ver o Justice ao vivo, me referindo à apresentação da dupla no Sónar 2007. Saí do show quase surdo, mas muito feliz.
Pois agora, quatro dias depois da edição 2008 do mesmo festival e de uma apresentação consagradora no Coachella (em abril deste ano), volto a escrever que dificilmente exista hoje no mundo pop um show tão poderoso, barulhento e empolgante quanto o do Justice.
Duvida? O YouTube já está inundado de trechos da apresentação dos franceses. Dá um confere aqui. Sorte a nossa que eles já estão confirmados para o Skol Beats deste ano, em setembro.
*
E UM CHILENO
E pelo papo que anda rolando nos fóruns e na web em geral, o set de Ricardo Villalobos encerrando o Sónar 08 no último domingo de manhã foi histórico. Tudo bem que o chileno é endeusado na Europa, mas as reações a este set estão realmente mais exageradas do que de costume. Dá para ter uma pálida idéia do que foi vendo este vídeo. Mas é aquilo, compressão e áudio no YouTube são sempre um problema.
Escrito por Daniel Tambarotti
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13.06.08
...AND JUSTICE FOR ALL!
Todo jornalista que usasse a frase batida acima para falar do Justice deveria ser preso. Então, cadeia pra mim.
Mas essa enrolação toda é para comemorar a confirmação da dupla francesa no Skol Beats, que acontece dia 27 de setembro, em São Paulo. Eles foram os mais votados no fórum aberto pela produção do evento para 'deixar o público decidir' quem viria tocar nesta nona edição.
Mesmo os que escutaram o disco e os acharam um sub-Daft Punk se renderam ao poder dos franceses ao vivo. Eu mesmo tive o prazer de quase sair surdo do show deles no Sónar do ano passado. Abaixo tem um trecho pequeno da apresentação dos rapazes no festival de Barcelona.
Clica na foto. E vai preparando seus tímpanos.

...AND JUSTICE FOR ALL!
Todo jornalista que usasse a frase batida acima para falar do Justice deveria ser preso. Então, cadeia pra mim.
Mas essa enrolação toda é para comemorar a confirmação da dupla francesa no Skol Beats, que acontece dia 27 de setembro, em São Paulo. Eles foram os mais votados no fórum aberto pela produção do evento para 'deixar o público decidir' quem viria tocar nesta nona edição.
Mesmo os que escutaram o disco e os acharam um sub-Daft Punk se renderam ao poder dos franceses ao vivo. Eu mesmo tive o prazer de quase sair surdo do show deles no Sónar do ano passado. Abaixo tem um trecho pequeno da apresentação dos rapazes no festival de Barcelona.
Clica na foto. E vai preparando seus tímpanos.

Escrito por Daniel Tambarotti
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10.06.08
PROTEJA-SE!
Ameaça 1
O Cansei de Ser Sexy vai regravar 'Cannonball', das Breeders. Se eu fosse a Kim Deal, mandava prender.
Ameaça 2
O Los Hermanos está prestes a voltar.
PROTEJA-SE!
Ameaça 1
O Cansei de Ser Sexy vai regravar 'Cannonball', das Breeders. Se eu fosse a Kim Deal, mandava prender.
Ameaça 2
O Los Hermanos está prestes a voltar.
Escrito por Daniel Tambarotti
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05.06.08
TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM
A Joss Stone vem cantar aqui por esses dias, né?... E o Megadeth também, esse pela terceira vez, vejam só... Bocejos...
TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM
A Joss Stone vem cantar aqui por esses dias, né?... E o Megadeth também, esse pela terceira vez, vejam só... Bocejos...
Escrito por Daniel Tambarotti
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28.05.08
EU TAMBÉM SOU HYPE
Resistindo à chatice de uma década do Weezer - o último disco deles que presta é o 'Pinkerton' -, decidi ceder e seguir a dica do comparsa Carlos Alexandre: fui conferir o clipe novo da banda de Rivers Cuomo.
E não é que é sensacional? (O clipe, não a música). Quer assistir? Clica nessa foto feia aí embaixo.

O grupo faz referências a praticamente todos os vídeos que foram hits no YouTube: tem o ninja blackpower que leva um tombão, o experimento Diet Coke + Menthos, o fã emo-freak de madame Spears ('Leave Britney alone!') e as mãozinhas do Daft Punk, entre muitos outros. Dos mais divertidos.
Quem não tem música boa, caça com videoclipe criativo, né? Ponto pra eles.
Aliás e a propósito, o nome da música é 'Pork and Beans', primeiro single do CD novo, 'Red Album', já na feira de downloads mais perto de você.
EU TAMBÉM SOU HYPE
Resistindo à chatice de uma década do Weezer - o último disco deles que presta é o 'Pinkerton' -, decidi ceder e seguir a dica do comparsa Carlos Alexandre: fui conferir o clipe novo da banda de Rivers Cuomo.
E não é que é sensacional? (O clipe, não a música). Quer assistir? Clica nessa foto feia aí embaixo.

O grupo faz referências a praticamente todos os vídeos que foram hits no YouTube: tem o ninja blackpower que leva um tombão, o experimento Diet Coke + Menthos, o fã emo-freak de madame Spears ('Leave Britney alone!') e as mãozinhas do Daft Punk, entre muitos outros. Dos mais divertidos.
Quem não tem música boa, caça com videoclipe criativo, né? Ponto pra eles.
Aliás e a propósito, o nome da música é 'Pork and Beans', primeiro single do CD novo, 'Red Album', já na feira de downloads mais perto de você.
Escrito por Daniel Tambarotti
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21.05.08
WHAT THE FUCK?!?
Sid & Nancy '08 (Amy Winehouse e Pete Doherty) atacam de novo, para nossa alegria. Clica na foto para assistir ao vídeo e tente entender a bizarrice.

Pergunta 1) Pq as unhas deles estão imundas desse jeito?
Pergunta 2) E aí, comeram?
E pra quem quiser dançar um pouquinho...
Os animal lovers despejam sua fúria no casal rock 'n' roll.
WHAT THE FUCK?!?
Sid & Nancy '08 (Amy Winehouse e Pete Doherty) atacam de novo, para nossa alegria. Clica na foto para assistir ao vídeo e tente entender a bizarrice.

Pergunta 1) Pq as unhas deles estão imundas desse jeito?
Pergunta 2) E aí, comeram?
E pra quem quiser dançar um pouquinho...
Os animal lovers despejam sua fúria no casal rock 'n' roll.
Escrito por Daniel Tambarotti
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15.05.08
CASA DOS ARTISTAS
A revista inglesa Mixmag está completando 25 anos este ano. Criada em 83 como um veículo voltado exclusivamente para o ainda embrionário mercado de DJs e produtores e distribuída apenas pelo sistema de assinaturas, hoje a publicação é um monstro editorial de alcance mundial e merece os parabéns pela data.
Dá para se perceber a importância da revista com as figuras da capa - dobrável - da edição comemorativa (já numa banca de importados perto de você): são 25 das maiores estrelas da música eletrônica, de Fatboy Slim a Goldie, de Sasha a LCD Soundsystem, entre muitos outros.

Todos eles se reuniram para uma sessão de fotos em Londres e deram declarações sobre quais foram os grandes momentos da dance music de 83 para cá. As respostas são as mais variadas possíveis e salpicam a edição restrospectiva, que faz um resumão do que aconteceu no cenário pop eletrônico de cada ano desde o nascimento da revista. É praticamente um documento histórico da música jovem recente.
No site da revista é possível assistir a vídeos com os bastidores da sessão de fotos: é engraçado ver figuras tão díspares quanto Dizzee Rascal e Paul Van Dyk batendo um papo, ou a dupla Basement Jaxx às gargalhadas com o Prodigy. Ainda dá para ver trechos das entrevistas da maioria dos músicos que estão na capa.
Quer assistir? É só clicar na capa ali em cima!
CASA DOS ARTISTAS
A revista inglesa Mixmag está completando 25 anos este ano. Criada em 83 como um veículo voltado exclusivamente para o ainda embrionário mercado de DJs e produtores e distribuída apenas pelo sistema de assinaturas, hoje a publicação é um monstro editorial de alcance mundial e merece os parabéns pela data.
Dá para se perceber a importância da revista com as figuras da capa - dobrável - da edição comemorativa (já numa banca de importados perto de você): são 25 das maiores estrelas da música eletrônica, de Fatboy Slim a Goldie, de Sasha a LCD Soundsystem, entre muitos outros.

Todos eles se reuniram para uma sessão de fotos em Londres e deram declarações sobre quais foram os grandes momentos da dance music de 83 para cá. As respostas são as mais variadas possíveis e salpicam a edição restrospectiva, que faz um resumão do que aconteceu no cenário pop eletrônico de cada ano desde o nascimento da revista. É praticamente um documento histórico da música jovem recente.
No site da revista é possível assistir a vídeos com os bastidores da sessão de fotos: é engraçado ver figuras tão díspares quanto Dizzee Rascal e Paul Van Dyk batendo um papo, ou a dupla Basement Jaxx às gargalhadas com o Prodigy. Ainda dá para ver trechos das entrevistas da maioria dos músicos que estão na capa.
Quer assistir? É só clicar na capa ali em cima!
Escrito por Daniel Tambarotti
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06.05.08
A NEGONA DA VEZ
Santogold é o nome mais bombado nas revistas, sites e blogs de música. É o burburinho do momento. Depois do ensaio de um estouro ano passado e um show devastador no Coachella desse ano, finalmente saiu o disco cheio. E, confirmando a expectativa, é bom demais.
Por conta da mistureba - tem punk, hip-hop, dub, house e pancadões em geral - a moça tem sido constantemente comparada à MIA. Besteira, Santo é melhor. Criada na Filadélfia, Santi White (na carteira de identidade) tem no currículo trabalhos com produtores estrelados: Switch, Diplo, Spank Rock e Freq Nasty.
A Rolling Stone equacionou o som da moça: MIA + Karen O (Yeah Yeah Yeahs) + clima 80s = Santogold. Não deu para entender? Então clica na foto e vai ver o primeiro clipe da cantora, 'LES Artistes'. Vale o toque de que, apesar de ser o primeiro single, esta não é a melhor do disco.

A NEGONA DA VEZ
Santogold é o nome mais bombado nas revistas, sites e blogs de música. É o burburinho do momento. Depois do ensaio de um estouro ano passado e um show devastador no Coachella desse ano, finalmente saiu o disco cheio. E, confirmando a expectativa, é bom demais.
Por conta da mistureba - tem punk, hip-hop, dub, house e pancadões em geral - a moça tem sido constantemente comparada à MIA. Besteira, Santo é melhor. Criada na Filadélfia, Santi White (na carteira de identidade) tem no currículo trabalhos com produtores estrelados: Switch, Diplo, Spank Rock e Freq Nasty.
A Rolling Stone equacionou o som da moça: MIA + Karen O (Yeah Yeah Yeahs) + clima 80s = Santogold. Não deu para entender? Então clica na foto e vai ver o primeiro clipe da cantora, 'LES Artistes'. Vale o toque de que, apesar de ser o primeiro single, esta não é a melhor do disco.

Escrito por Daniel Tambarotti
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30.04.08
O TORMENTO DO COLDPLAY
Fazendo a linha 'olha como sou antenado com as novidades internéticas', Chris Martin colocou para download a música nova do Coldplay. 'Violet hill' é o primeiro single do CD novo dos ingleses, que tem um nome que remete a outro Martin, o Ricky: 'Viva la vida'. Olha a capa aí embaixo.

O problema é que, diferentemente do Radiohead e o esquema sem entraves tecnológicos para se baixar 'In Rainbows', conseguir fazer o download do single novo do Coldplay foi bem complicado.
O processo até que era relativamente simples: entrar no site oficial, deixar e-mail, cep e país de origem para, em seguida, receber um link na sua caixa postal e assim para baixar o arquivo.
Passei bem da primeira fase (e-mail, cep e país de origem). A partir daí tudo encruou: o tal link não chegava no meu e-mail, como havia sido prometido. Então me socorri num 'botão do pânico', no pé da página, que precavidamente dizia: 'Se o e-mail não chegar, clique aqui'. Obedeci e tive que ler numa nova janela uma cansativa explicação de que alguns provedores de e-mail jogam mensagens 'estranhas' direto no lixo, bla bla bla. E aí me ensinavam como criar um filtro para evitar que isso acontecesse com o e-mail do Coldplay. Li e fiz tudo como mandava a cartilha.

Tive que repetir todo o processo, agora com o e-mail liberado. Depois de alguns refresh, nada do link chegar na minha caixa. Uns minutos depois, nada ainda. Fui tomar uma água, voltei ao computador e... e-mail vazio. Desisti da música e fui para casa.
Hoje pela manhã, ao checar as mensagens, tinham três (!) do Coldplay, todas com o link para 'Violet hill'. Todos chegaram por volta de uma da manhã. E vinham com uma mensagem meio antipática: 'Este link vai expirar em seis horas'.
Bom, como já eram 10 da manhã, fiquei a ver navios. Mesmo assim, de teimosia, tentei acessar. Sem sucesso, comecei tuuuudo novamente, afinal agora daria tempo, não seria necessário um plantão madrugada a dentro.
Processo refeito, e finalmente 'Violet hill' no meu HD, cerca de 24 horas depois que me dispus a encarar o périplo esperando uma boa recompensa. Ufa! Mas e aí, é boa?
Não, não é boa. Repete aquele clima aguado que a gente já está acostumado a ouvir da banda de Chris Martin: pianinhos, lamúrias, no guts at all. Precisa de muito mais tutano para fazer essa epopéia toda valer a pena.
O TORMENTO DO COLDPLAY
Fazendo a linha 'olha como sou antenado com as novidades internéticas', Chris Martin colocou para download a música nova do Coldplay. 'Violet hill' é o primeiro single do CD novo dos ingleses, que tem um nome que remete a outro Martin, o Ricky: 'Viva la vida'. Olha a capa aí embaixo.

O problema é que, diferentemente do Radiohead e o esquema sem entraves tecnológicos para se baixar 'In Rainbows', conseguir fazer o download do single novo do Coldplay foi bem complicado.
O processo até que era relativamente simples: entrar no site oficial, deixar e-mail, cep e país de origem para, em seguida, receber um link na sua caixa postal e assim para baixar o arquivo.
Passei bem da primeira fase (e-mail, cep e país de origem). A partir daí tudo encruou: o tal link não chegava no meu e-mail, como havia sido prometido. Então me socorri num 'botão do pânico', no pé da página, que precavidamente dizia: 'Se o e-mail não chegar, clique aqui'. Obedeci e tive que ler numa nova janela uma cansativa explicação de que alguns provedores de e-mail jogam mensagens 'estranhas' direto no lixo, bla bla bla. E aí me ensinavam como criar um filtro para evitar que isso acontecesse com o e-mail do Coldplay. Li e fiz tudo como mandava a cartilha.

Tive que repetir todo o processo, agora com o e-mail liberado. Depois de alguns refresh, nada do link chegar na minha caixa. Uns minutos depois, nada ainda. Fui tomar uma água, voltei ao computador e... e-mail vazio. Desisti da música e fui para casa.
Hoje pela manhã, ao checar as mensagens, tinham três (!) do Coldplay, todas com o link para 'Violet hill'. Todos chegaram por volta de uma da manhã. E vinham com uma mensagem meio antipática: 'Este link vai expirar em seis horas'.
Bom, como já eram 10 da manhã, fiquei a ver navios. Mesmo assim, de teimosia, tentei acessar. Sem sucesso, comecei tuuuudo novamente, afinal agora daria tempo, não seria necessário um plantão madrugada a dentro.
Processo refeito, e finalmente 'Violet hill' no meu HD, cerca de 24 horas depois que me dispus a encarar o périplo esperando uma boa recompensa. Ufa! Mas e aí, é boa?
Não, não é boa. Repete aquele clima aguado que a gente já está acostumado a ouvir da banda de Chris Martin: pianinhos, lamúrias, no guts at all. Precisa de muito mais tutano para fazer essa epopéia toda valer a pena.
Escrito por Daniel Tambarotti
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28.04.08
O DEPRÊ...
O disco novo do Portishead está incomodando muita gente: ácido, corrosivo, estranho, desce mal que só. 'Machine gun', o primeiro single, é uma grosseria e ganhou um clipe sem nenhum apelo para o mercadão – é escuro, desfocado e monocromático. Bastante adequado. Clica na foto para assistir.

E O ALEGRINHO
Depois da claustrofobia dos Heads, a alegria pop do Hot Chip, que lança 'One pure thought' como a segunda música de trabalho do CD 'Made in the dark'. Pela foto já dá para perceber que o clima é de felicidade total.

O DEPRÊ...
O disco novo do Portishead está incomodando muita gente: ácido, corrosivo, estranho, desce mal que só. 'Machine gun', o primeiro single, é uma grosseria e ganhou um clipe sem nenhum apelo para o mercadão – é escuro, desfocado e monocromático. Bastante adequado. Clica na foto para assistir.

E O ALEGRINHO
Depois da claustrofobia dos Heads, a alegria pop do Hot Chip, que lança 'One pure thought' como a segunda música de trabalho do CD 'Made in the dark'. Pela foto já dá para perceber que o clima é de felicidade total.

Escrito por Daniel Tambarotti
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04.04.08
DEU A LOUCA NOS FESTIVAIS
O que será que deu nos curadores dos festivais desse ano? A divulgação de nomes, hum, duvidosos está causando um zunzunzum barulhento entre os festival goers.
São três as tragédias anunciadas até agora:
- No DEMF (Detroit Electronic Music Festival), festival estritamente eletrônico que rola na cidade-berço do techno, Benny Bennassi é um dos headliners. Benassi é das maiores enganações da onda electroclash do início desta década. E aos que contra-argumentarem com 'Mas ele ganhou um Grammy', eu devolvo: e quem hoje se importa com o Grammy e suas centenas de categorias diluídas?

- No Coachella, festejadíssimo evento de três dias num deserto californiano, uma das atrações principais é o irrelevante... Jack Johnson.

- E no ensolarado FiberFib, Festival Internacional de Benicàssim, no sul da Espanha, o problema está na escalação de Mika, o one hit wonder fraaaaaco que, com o hit 'Grace Kelly', freqüentou as paradas ano passado com aquele resgate aguado de disco music + Freddie Mercury. Conseguiu enganar muita gente.

DEU A LOUCA NOS FESTIVAIS
O que será que deu nos curadores dos festivais desse ano? A divulgação de nomes, hum, duvidosos está causando um zunzunzum barulhento entre os festival goers.
São três as tragédias anunciadas até agora:
- No DEMF (Detroit Electronic Music Festival), festival estritamente eletrônico que rola na cidade-berço do techno, Benny Bennassi é um dos headliners. Benassi é das maiores enganações da onda electroclash do início desta década. E aos que contra-argumentarem com 'Mas ele ganhou um Grammy', eu devolvo: e quem hoje se importa com o Grammy e suas centenas de categorias diluídas?

- No Coachella, festejadíssimo evento de três dias num deserto californiano, uma das atrações principais é o irrelevante... Jack Johnson.

- E no ensolarado FiberFib, Festival Internacional de Benicàssim, no sul da Espanha, o problema está na escalação de Mika, o one hit wonder fraaaaaco que, com o hit 'Grace Kelly', freqüentou as paradas ano passado com aquele resgate aguado de disco music + Freddie Mercury. Conseguiu enganar muita gente.

Escrito por Daniel Tambarotti
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20.03.08
CASANDO AS BATIDAS
As séries de CDs mixados são parte muito importante no mundo eletrônico: mostram um lado às vezes não muito conhecido do DJ/Produtor que está no comando de determinado set, e mercadologicamente servem como statement de um selo independente (caso da Get Physical) ou a entrada de um clube famoso na disputa pelo bolo da grana da venda de discos (caso do Fabric).
Essa enrolação toda para dizer que três mix albums lançados recentemente estão fazendo bastante barulho nas pistas, revistas e sites mundo afora.
M.A.N.D.Y. - Fabric 38
A dupla deixa seu carimbo na famosíssima e incansável série de CDs do clube londrino. O melhor mix CD deste início do ano.

Junior Boys - Body Language 6
A dupla canadense larga o baixo, a guitarra e os sintetizadores para manusear os decks na mais recente tacada do selo Get Physical.

Ellen Allien - Boogybytes vol. 4
Este blog está sedento para ouvir as ordens da DJ alemã neste volume quatro da série lançada pelo próprio selo da moça, o BPitch Control.

CASANDO AS BATIDAS
As séries de CDs mixados são parte muito importante no mundo eletrônico: mostram um lado às vezes não muito conhecido do DJ/Produtor que está no comando de determinado set, e mercadologicamente servem como statement de um selo independente (caso da Get Physical) ou a entrada de um clube famoso na disputa pelo bolo da grana da venda de discos (caso do Fabric).
Essa enrolação toda para dizer que três mix albums lançados recentemente estão fazendo bastante barulho nas pistas, revistas e sites mundo afora.
M.A.N.D.Y. - Fabric 38
A dupla deixa seu carimbo na famosíssima e incansável série de CDs do clube londrino. O melhor mix CD deste início do ano.

Junior Boys - Body Language 6
A dupla canadense larga o baixo, a guitarra e os sintetizadores para manusear os decks na mais recente tacada do selo Get Physical.

Ellen Allien - Boogybytes vol. 4
Este blog está sedento para ouvir as ordens da DJ alemã neste volume quatro da série lançada pelo próprio selo da moça, o BPitch Control.

Escrito por Daniel Tambarotti
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14.03.08
CASO DE POLÍCIA
O Interpol finalmente veio matar a sede dos brasileiros. Já fazia tempo que todo mundo queria ver a banda ao vivo, conferir de perto e ver se essa história de pose blasé procede mesmo. Pois enfim, a banda veio para shows no Brasil.
Depois de um show para os amigos paulistas na terça, foi a vez dos cariocas ontem, dia 13. Tinha tudo para ser um estouro: banda afiada, luzes bacanas, telão... Mas a infra-estrutura vergonhosa da Fundição Progresso, local do show, não permitiu que a catarse para a qual o show se encaminhava acontecesse.
Uma pane técnica interrompeu a festa por cerca de 20, 25 minutos, bem no meio da apresentação dos americanos. Assim, do nada, o som da guitarra de Paul Banks sumiu - ele tocava e silêncio. A banda, obviamente irritada, interrompeu a música, pediu desculpas e saiu do palco. Um técnico de som explicou em inglês que estavam com um problema. Banho de água fria.
O clima foi embora, as pessoas murcharam. Depois de um tempo, alguém que parecia da produção veio dar satisfações e disse que a banda voltava em breve. Voltaram visivelmente chateados com o ocorrido, pediram desculpas novamente, tocaram mais quatro músicas e foram embora. Um mico.
Os problemas na Fundição Progresso não são poucos e os exemplos transbordam. Ano passado, durante o show do Franz Ferdinand, a grade que separa o público do palco não agüentou a pressão do povo e cedeu. Os músicos da banda, assustados, pararam de tocar, chamaram os seguranças e só voltaram quando tudo estava mais calmo e seguro. 'Cuidado, não se machuquem', disse o vocalista.
É um vexame pagar caro por um ingresso (R$ 100 a inteira) e ter que engolir um desrespeito desses. Outros problemas ainda contribuem para a justa péssima fama do local: o calor é insuportável, os bares são mal localizados e têm atendimento de quinta, os banheiros são poucos, o som nunca está equalizado adequadamente. É verdade que uma chuva forte castigava a cidade, mas é inadmissível ver a chuva, por conta de buracos e goteiras no teto, cair em cima do público e no palco (!!!). Tava na cara que ia dar merda.
Me pergunto até quando os produtores de shows e eventos não vão enxergar o amadorismo da Fundição Progresso e vão nos obrigar a passar por constrangimentos como este do show do Interpol.
CASO DE POLÍCIA
O Interpol finalmente veio matar a sede dos brasileiros. Já fazia tempo que todo mundo queria ver a banda ao vivo, conferir de perto e ver se essa história de pose blasé procede mesmo. Pois enfim, a banda veio para shows no Brasil.
Depois de um show para os amigos paulistas na terça, foi a vez dos cariocas ontem, dia 13. Tinha tudo para ser um estouro: banda afiada, luzes bacanas, telão... Mas a infra-estrutura vergonhosa da Fundição Progresso, local do show, não permitiu que a catarse para a qual o show se encaminhava acontecesse.
Uma pane técnica interrompeu a festa por cerca de 20, 25 minutos, bem no meio da apresentação dos americanos. Assim, do nada, o som da guitarra de Paul Banks sumiu - ele tocava e silêncio. A banda, obviamente irritada, interrompeu a música, pediu desculpas e saiu do palco. Um técnico de som explicou em inglês que estavam com um problema. Banho de água fria.
O clima foi embora, as pessoas murcharam. Depois de um tempo, alguém que parecia da produção veio dar satisfações e disse que a banda voltava em breve. Voltaram visivelmente chateados com o ocorrido, pediram desculpas novamente, tocaram mais quatro músicas e foram embora. Um mico.
Os problemas na Fundição Progresso não são poucos e os exemplos transbordam. Ano passado, durante o show do Franz Ferdinand, a grade que separa o público do palco não agüentou a pressão do povo e cedeu. Os músicos da banda, assustados, pararam de tocar, chamaram os seguranças e só voltaram quando tudo estava mais calmo e seguro. 'Cuidado, não se machuquem', disse o vocalista.
É um vexame pagar caro por um ingresso (R$ 100 a inteira) e ter que engolir um desrespeito desses. Outros problemas ainda contribuem para a justa péssima fama do local: o calor é insuportável, os bares são mal localizados e têm atendimento de quinta, os banheiros são poucos, o som nunca está equalizado adequadamente. É verdade que uma chuva forte castigava a cidade, mas é inadmissível ver a chuva, por conta de buracos e goteiras no teto, cair em cima do público e no palco (!!!). Tava na cara que ia dar merda.
Me pergunto até quando os produtores de shows e eventos não vão enxergar o amadorismo da Fundição Progresso e vão nos obrigar a passar por constrangimentos como este do show do Interpol.
Escrito por Daniel Tambarotti
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12.03.08
ROLLING RUGAS
Scorsese é um cara roquenrol. Depois de acertar na mosca com 'No direction home', documentário sobre Bob Dylan, o melhor diretor americano vivo também surpreende com 'Shine a light', filme em que mostra um show dos Rolling Stones em Nova York.
Uma dobradinha desse naipe joga as expectativas láaaa em cima, e isso é muito perigoso. Mas já nas primeiras seqüências - é de rolar de rir ver o diretor 'estressadinho' com a banda por conta da falta de informações sobre o show - toda a expectativa se confirma e o restante é só alegria.

O show foi gravado no Beacon Theatre, teatro de certa forma intimista, se comparado a lugares onde os Stones estão acostumados a tocar.
A beleza das imagens é o que impressiona de cara. As câmeras do diretor captam tudo tão bem e de tão perto que você se sente no palco, com se fosse mais um integrante da banda, quase dando um tapinha no ombro de Mick Jagger ou trocando um papo com Keith Richards num intervalo entre uma música e outra.
As rugas e movimentos dos velhinhos nunca ganharam registro tão preciso: entre riffs de um clássico e outro, é possível perceber cada nuance de olhar cúmplice entre os integrantes, cada levantar de sobrancelha, cada detalhe do movimento da boca de Jagger.

Nem a presença de Jack White ('The loving cup') e Christina Aguillera ('Live with me') consegue detonar a energia do show - ele apenas correto, ela descabida. O ponto alto do show ficou por conta do terceiro convidado, Buddy Guy, no blues 'Champagne and reefer'. É de arrepiar o 'duelo' de guitarras entre Guy e Richards.
O filme é imperdível (veja num cinema com boa qualidade de som) e tem estréia mundial no dia 4 de abril. O disco com a trilha sonora sai no dia 8 do mesmo mês. Veja o trailer aqui.
ROLLING RUGAS
Scorsese é um cara roquenrol. Depois de acertar na mosca com 'No direction home', documentário sobre Bob Dylan, o melhor diretor americano vivo também surpreende com 'Shine a light', filme em que mostra um show dos Rolling Stones em Nova York.
Uma dobradinha desse naipe joga as expectativas láaaa em cima, e isso é muito perigoso. Mas já nas primeiras seqüências - é de rolar de rir ver o diretor 'estressadinho' com a banda por conta da falta de informações sobre o show - toda a expectativa se confirma e o restante é só alegria.

O show foi gravado no Beacon Theatre, teatro de certa forma intimista, se comparado a lugares onde os Stones estão acostumados a tocar.
A beleza das imagens é o que impressiona de cara. As câmeras do diretor captam tudo tão bem e de tão perto que você se sente no palco, com se fosse mais um integrante da banda, quase dando um tapinha no ombro de Mick Jagger ou trocando um papo com Keith Richards num intervalo entre uma música e outra.
As rugas e movimentos dos velhinhos nunca ganharam registro tão preciso: entre riffs de um clássico e outro, é possível perceber cada nuance de olhar cúmplice entre os integrantes, cada levantar de sobrancelha, cada detalhe do movimento da boca de Jagger.

Nem a presença de Jack White ('The loving cup') e Christina Aguillera ('Live with me') consegue detonar a energia do show - ele apenas correto, ela descabida. O ponto alto do show ficou por conta do terceiro convidado, Buddy Guy, no blues 'Champagne and reefer'. É de arrepiar o 'duelo' de guitarras entre Guy e Richards.
O filme é imperdível (veja num cinema com boa qualidade de som) e tem estréia mundial no dia 4 de abril. O disco com a trilha sonora sai no dia 8 do mesmo mês. Veja o trailer aqui.
Escrito por Daniel Tambarotti
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